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Sabe o meu mal, Zé? É acreditar demais! Nas pessoas, nas palavras, na vida… acreditar que um dia — quem sabe. poderíamos da certo.

Clara Rangel

(via trans-flor-mar)



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Acostuma-se. Ele vai e resolve aparecer, assim do nada, com palavras que ele sabe que de algum modo mexe com os meus sentimentos.
Caio Fernando Abreu   (via trans-flor-mar)


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Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou.
Caio Fernando Abreu (via orbita-dos-planetas)


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‎Não sou mulher de rosas. Já disse de saída, no primeiro encontro, nem recordo a razão (…) Eu não queria ser mais uma na sua cama, por isso disse não gostar de rosas, tampouco das vermelhas, pra me afastar da obviedade do amor. Não sabia como, mas queria que você me notasse diferente de todas as outras.
(Gabito Nunes)


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Ninguém quebrou meu coração. Eu mesmo o quebrei, diversas vezes. Quebrei, pois criei esperanças que nunca se realizaram, criei paixões que nunca deram certo. Ninguém quebrou meu coração, ninguém nunca quis meu coração.
Caio Augusto Leite   (via perdurar)

perdurar:

E porque te resgato em minha memória que sofro. Porque insisto no seu sorriso meio amarelado de fim de tarde de primavera que continuo a chorar. Porque você era simetricamente minha e me fazia rir enquanto a chuva debatia querendo entrar na nossa casa. E quando conseguia você me protegia, me agarrava e dançávamos, na chuva, na tempestade que se formava em nossas vidas. E porque te pego em minha lembrança e te pinto novamente comigo, criando ilusões, fantasia, sonhos. Mas é tão bom sonhar. Sonhar com teu sorriso de novo, com teu andar descompasso, passo, devagar, arredio. Com teu brio de vento vagueiro, tocante. E se lembro é porque ainda faz falta. Sinto um vazio dos risos, dos abraços, das poesias… lembra que não dormíamos porque ficávamos lendo poesias? Então, agora as leio sozinho; e penso.. em você. Em você, e no seu canto de pássaro condor.

(…) “Aonde estás?” Me pergunto. E logo deixo correr umas lágrimas e sorrio. Penso que deves está por aí, colhendo as flores que um dia te dei.

Igor Pires.

perdurar:

Nós combinávamos. O sorriso dele surgia quando eu estava por perto, e era engraçado e clichê comentar, mas até acho que éramos mesmo feitos um para o outro. Mas passou rápido. Durou um mês ou dois, um segundo ou outro, e o encanto acabou se esvaindo aos poucos. Ele encontrou outra pessoa, que lhe fazia sorrir ainda mais fácil e o encantava com qualquer comentário bobo. Não se envolveu muito diretamente. No começo, era só uma amiga. Mas me incomodava saber que um dia nós dois havíamos sido também somente dois amigos. Acabamos nos afastando. As brigas se tornaram mais frequentes… E eu sentia muito a falta de alguém que um dia havia realmente me amado, mas ele simplesmente parecia não se importar. O amor passou aos poucos, junto com o encanto. As coisas foram se tornando mais complicadas. Ela, enquanto nos afastávamos e corroíamos aos poucos, foi se tornando cada vez mais doce e presente. Cada vez mais compreensiva. Depois, soube que ele desabafava com ela sobre nós dois. Isso me doeu. Não demorou muito, e acabamos terminando tudo. Eles se aproximaram mais. Enquanto eu sofria, os dois se divertiam, juntos. Logo começaram a namorar. Isso me fez doer ainda mais, mas precisei aprender a lidar com a falta. Voltei a observar os sorrisos, os jeitos, os trejeitos e manias de outros garotos. Ele havia encontrado o seu amor verdadeiro, enquanto eu continuava me divertindo por aí. E foi bom - gosto de pensar dessa forma. Porque, por mais que tenha doído no começo, me serviu para provar que nem sempre o amor acontece do jeito que queremos - mas que, de qualquer forma, sempre se torna inesquecível. Tudo isso deixou marcas, mas aprendi a lidar com o assunto. Às vezes sinto saudades, mas logo me distraio com outros meninos… E fico feliz por saber que ele está bem, mesmo ao lado dela. Ele está feliz, sabe? Encontrou o amor perdido no cantinho daquele sorriso. E eu, bom, ainda o procuro em cada riso, cabelo, olhar e corpo que encontro. E, apesar de tudo, sei que um dia eu o encontro.

Letícia Loureiro


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Você me faz falta. Eu posso fazer tudo - e nada - e sinto que me lembrarei de você do mesmo jeito. Eu posso escrever, sorrir ou dormir - e, de algum jeito, você vai estar presente em todos esses momentos. Porque, mais do que tudo isso, mais do que escondido em qualquer canto do meu quarto ou no meu jeito meio torto de tentar fazer os outros rirem, você se esconde dentro de mim. E para acabar com as suas lembranças, eu teria apenas que acabar comigo mesma. Mas não posso. De qualquer forma, dói muito. Me lembrar do seu sorriso que ilumina tudo, e de vez em quando ainda vê-lo nas fotos suas que guardo com carinho. É, é estranho, mas me faz bem também. Eu sinto tanto sua falta. Faz tão pouco tempo - dois dias, talvez? - mas parecem mil anos. Um minuto sem falar com você parece no mínimo uma hora. Que saudade de te fazer sorrir um pouco, de te ouvir falar sobre tristeza, de me sentir doer quando você se dizia sozinho, mesmo quando eu estava com você. É que você não sabe, menino, mas tudo que eu mais queria era poder te olhar bem nos olhos e te roubar para mim. Só que não dá, não posso. Então você sorri e se esconde dentro de mim. Isso dói, mas às vezes me mantém mais viva. É como se o seu sorriso morasse em mim, e diariamente me enchesse de luz. Porque, mesmo distante, você está presente, aqui. Se escondendo em todas as minhas entranhas, preenchendo todos os buracos, sorrindo torto só para também me fazer sorrir. Eu só queria que você soubesse de uma coisa, guri: eu te amo. Mesmo distante, doendo, em pedaços. Eu ainda te amo, sério. E sinto muito, muito a sua falta.
Letícia Loureiro (via perdurar)

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